17 janeiro, 2007

B.B. King

Riley B. King, mais conhecido como B.B. King, nasceu em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola no Mississippi. Começou sua carreira tocando na rua para ganhar alguns trocados, ainda em sua cidade natal. No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, cidade onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul e que sustentava uma vasta e competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos. Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B.B. King.
"Num sábado à noite ouvi uma guitarra elétrica... /...era T-Bone Walker interpretando "Stormy Monday" e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida."- recorda B.B. King. "Foi o que realmente me levou a querer tocar Blues".
A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando atuou no programa de rádio de Sonny Boy Wiliamson, na estação KWEM, de Memphis. King precisava de um nome artístico para a Rádio. Então começou por ser "BEALE STREET BLUES", foi abreviado para "BLUES BOY KING" e eventualmente para B.B.KING. Por mera coincidência, o nome de KING já incluía a simples inicial "B", que não correspondia a qualquer abreviatura.
Pouco depois do sucesso "THREE O’CLOCK BLUES", em 1951, B.B.King começou a fazer turnês nacionais sem parar,atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B.B. e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de "gueto", salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfónicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B.B. King se tornou rapidamente o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra. O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas: MIKE BLOOMFIELD, ALBERT COLLINS, BUDDY GUY, FREDDY KING, JIMI HENDRIX, OTIS RUSH, JOHNNY WINTER, ALBERT KING, ERIC CLAPTON, GEORGE HARRISON e JEFF BECK foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo. BB King era considerado o melhor guitarrista do mundo por Jimi Hendrix. Uma vez ao perguntaram a John Lennon sobre sua maior ambição, ele disse que era tocar guitarra como B.B. King.
Ao longo dos anos tem sido agraciado com diversos " Grammy Awards": melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com "THE THRILL IS GONE",melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com "THERE MUST BE A BETTER WORLD SOMEWHERE", melhor gravação de Blues tradicionais, em 1983, com "BLUES’N JAZZ" e em 1985 com "MY GUITAR SINGS THE BLUES". Em 1970, "INDIANOPOLA MISSISIPI SEEDS" concede-lhe o "Grammy" de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. nomeou-o "Embaixador das guitarras GIBSON no Mundo" - quem poderia desempenhar melhor este papel?
Uma das imagens de marca de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950. No inverno de 1949, King se apresentou num salão de dança em Twist, no Arkansas. Com o intuito de aquecer o salão, acendeu-se um barril com querosene no centro do salão, prática muito comum na época. Durante a apresentação, dois homens começaram a brigar e entornaram o barril que imediatamente espalhou chamas por todo o lado. Durante a evacuação, já fora do estabelecimento, King percebeu que tinha deixado a sua guitarra de 30 dólares no edifício em chamas. Voltou ao edifício em chamas para reaver a sua Gibson acústica, escapando por um triz. Duas pessoas morreram no fogo. No dia seguinte, soube que os dois homens tinham começado a briga devido a uma mulher chamada Lucille. A partir daí, passou a designar as suas guitarras por esse nome, para "se lembrar de nunca mais fazer uma coisa daquelas."
Agora em 2007 ele volta aos palcos para uma turnê americana de aniversário. Apesar de sofrer de diabetes crônica e dos rins - por isso precisa se apresentar sempre sentado -, não consegue se imaginar longe dos palcos. "Tenho uma doença que acho que pode ser contagiosa", disse ele, enquanto se acomodava no luxuoso ônibus em que viaja em suas turnês, antes de completar: "chama-se 'querer mais'". Mas King também continua porque acredita ser a melhor maneira de fazer ouvir sua música. "Com exceção da rádio via satélite, hoje não ouço blues na rádio", se queixou. "Assim, uma razão pela qual viajo muito é para poder levar a música para as pessoas".
King leva orgulhosamente no peito a Medalha Presidencial da Liberdade, o maior reconhecimento civil nos Estados Unidos, que recebeu no ano passado.
"Eu me pergunto como souberam meu nome, como sabiam de mim", disse, modesto. "Sabia que nas Forças Armadas, se você faz algo especial te dão um Coração Púrpura. Mas não sabia que existia algo similar para os civis. Foi uma honra maravilhosa", ressaltou.

Fontes: Wikipédia / Terra





BB King - Beat Club 1969 - Heartbreaker
Muito estranha a abertura desse programa "Beat Club". Estranho também é ver King jovem e com alguns quilos a menos.



B.B. King on Gleason's Jazz Casual
Outro vídeo clássico, de 1968, num programa de tv chamado "Ralph Gleason's Jazz Casual". Nessa época B.B. King já carregava o título de "King of the Blues".



B.B. King - The Thrill Is Gone
Aqui só tem fera. B.B King toca seu maior clássico, acompanhado de Eric Clapton na guitarra e Phil Collins na bateria. Com direito a solo de gaita. Simplesmente incrível.



B.B. King - Eyesight to the blind
Outro encontro memorável, que com certeza o Big Bento Boy vai pirar. Aqui King toca num show de tv, acompanhado de ninguém menos que David Gilmour. Só vendo...

Álbuns completos:
B.B. King & Jimi Hendrix - The Kings Jam
BB King-Woke up this Morning

B.B. King - Lucille